Translations - Portuguese - Autumn Litany

Irmandade de Isis Liturgia
Por
Olivia Robertson

DEA, RITOS E MISTÉRIOS DA DEUSA

Outono: Ladainha da Terra.
 
Ritual no. 6

ORÁCULO DA DEUSA HATHOR

Invocação


Saudações a Deusa Hathor, que usa o honorável disco acima de sua cabeça com a divina coroa. O teu corpo espiritual é glorioso por entre os Khus. Teu nome estabeleceu-se sobre a terra antes de Seb, e teu corpo deve agüentar permanentemente no Neterrkhert. Tu que faz a jornada sobre a terra, Tu que enxerga tudo o que vive nela. Tua vida é eterna, Tua soberania é eterna.

Oráculo da Deusa Hathor através de sua Sacerdotisa.


A Deusa vaca é que é sagrada, a Mãe. Ela que é vivente e sempre disposta a fornecer.  Ela amamento seus bezerros e através das gramas aromáticas ela cria e nutre os fortes gados, e nas profundezas de Suas filhas, as vacas produtoras de nutritivo leite.

Protejam minhas crias! Pois saibam que uso a coroa de soberania. Os discos do sol e da lua estão unidos sobre minha cabeça, e os chifres de poder são a minha insígnia. A Mãe protetora de suas crianças, Ela que os alimenta e nutre. Ela garante amor e calor, e Ela os ensina a se movimentarem e viverem nos pastos gentis.

Eu a Grande Mãe com forma de Vaca chamo a vocês, filhos humanos para protegerem todas as minhas crias. Salvem-nas da vida privada de luz do sol e grama fresca. Salvem os meus filhotes alados, os pássaros de viverem enjaulados. Não coma a carne nem os ovos daqueles que foram encarcerados em prisões. Saiba que a ganância e a ignorância voluntária retornam sempre aqueles que fazem mau através de minha irmã, a Deusa Mayet das balanças. Tudo o que é feito com benevolência ou maldade retorna ao que fez, assim como a sombra sempre retorna a quem a projetou na hora do crepúsculo. Faça o bem e proteja as minhas crianças. Para que então você possa colher o delicioso milho nos campos do Meu paraíso. Beba do leite estelar, e através do banho nos riachos da vida, conheça a eternidade.

Se o ritual é celebrado a céu aberto, terra é usada e uma fogueira é acesa. Uma piscina ou córrego pode ser a representação da água, e um galho com folhas tirado de um arbusto ou árvore. Se for realizado dentro de casa, um vaso de planta é colocado no altar com um recipiente com água, um pote de cerâmica queimando carvão vegetal e pão e vinho. Os Devotos durante as invocações colocam as mãos no chão, e para cada benção mergulham o galho na água e respingam no círculo. Se outros participantes estiverem presentes, eles recitam as bênçãos. Deixe que os animais amigos façam parte do ritual.

Invocações

(Para as sete divindades da Natureza)


Eu invoco a Deusa Rhiannon dos pássaros milagrosos: Eu invoco Epona, Deusa com cabeça de ave e corpo de cavalo.

Pelo nome de Rhiannon Epona, a que garante coragem, que todos os cucos e galinhas, todas as aves, todos os cavalos, pôneis e jumentos e todas as criaturas com  cascos sejam abençoados.

Eu invoco Sekhmet, a deusa com cabeça de leão, Deusa do Sol do meio dia:

“Em uma caverna coberta de folhas, o corpo fatigado de Daphnis encontra-se deitado. Enquanto para as bestas da montanha suas armadilhas de caça estão espalhadas: Mas o foco da caça é do caçador, que pela caverna entra rastejando. Pan e Priapus o acompanham, Rápido, Daphnis, rápido. Escapou.
Um cara que era um caçador,  aprofundou-se no recanto coberto de folhas, perseguindo pássaros, quando Io, ele espiava, o amor alado. Pensando em quão lindo um pássaro é em tal desfrute, um no outro ele firmou a haste articulada, perseguindo pra lá e pra cá, agitações Divinas!

Um Antigo disse ao caçador: “Evite-o, é o melhor pra ti! Pois caso falhe em captura-lo – pois tu é humano. Ele então vai voar para longe e então talvez decida não mais voar pra lugar nenhum. Mas  banque o desinteressado e sobre sua cabeça ele caíral”

Em nome de Sekhmet, a forte, que todas as criaturas selvagens sejam abençoadas!

Eu invoco Bast, a Bela.

“A natureza, chifres conferiu ao gado,
Cascos ela garantiu aos cavalos,
E ágeis saltos para os coelhos.
Para os leões, uma mordida forte,
E para os peixes barbatanas;
Para os pássaros, asas para que voem,
Aos cães uma devoção profunda.
Quer dizer então que ela esqueceu-se dos gatos?
Ah não, Ela os deu beleza! Pois sim, lhes digo que o fogo e a espada são mais fracos do que um gatinho brincalhão!”
Pelo nome de Bast, que todos os gatos e cobras, corujas e morcegos e todas as criaturas da noite possam ser abençoadas!

Eu invoco Ártemis, que proteje todos que possuem chifres e cascos fendidos:

“Pastores que percorreram os cumes das montanhas, alimentando seu rebanho de cabras e de ovelhas felpudas, prestem um pouquinho de atenção em mim, Cleitogoras, pelas Minhas preces em nome da Terra e Rainha Perséphone. Rezo pela mãe de um rebanho de ovelhas, para que sua teta cheia de leite seja colocada da minha lápide. Deixe que os córregos brancos jorrem dele. Não se garanta ao luxo de esquecer: Até as sombras podem conferir tal graça, rendidas por tamanha gentileza. Meu jugo de Bois, cansando pelos anos de lavra, volta ao seu senhor, com pena, e salvo da faca sangrenta, honrando seu serviço honestos: por entre os prados fartos de grama ele se ajoelha, humilde, contente e ansioso pela vida liberta.”

Pelo nome de Ártemis coroada pela lua e com raios de prata, todos os touros e vacas, cervos e galhados, carneiros e ovelhas, cabras e todos os com patas e cascos, sejam abençoados.

Eu invoco Arachne, a donzela aranha:
 “Quando uma tempestade se aproxima, crescendo da encosta
Os corvos gritam e sobrevoam procurando abrigo na costa:
E de suas casas vazias e ocas, as formigas estabelecem morada
Colocando seus ovos e seguindo pelas paredes, sua estrada,
São os vermes rastejantes que os homens nomearam de ‘Lúgubres entranhas da terra’
Oh, sorte a sua, Cigarra,
Que canta no topo das árvores,
Contente como um burguês,
Feliz com uma gota de orvalho,
As musas te adoram,
Bem como Apollo
Que te abençoou com tão bela canção.”
Por Arachne, que tece habilidosamente as teias, que as miríades de insetos e vermes sejam abençoados.

Eu invoco a ninfa Cleito e o Deus do Mar Poseidon de Atlantis. Escutem o poema cantando pelas almas dos golfinhos:

 “Nunca mais alegre eu separarei os cumes, ou lançarei meu pescoço para cima enquanto pulo de penhascos para o mar;
Agora, por entre galerias, eu percorro divagando sobre este azul-escuro, este turbilhão que me carrega para o leito seco da terra, para que neste singelo canto meu corpo venha a descançar”
Em nome de Cleito e Poseidon, que todas as baleias, golfinhos, focas e outras criaturas aquáticas sejam abençoadas.

Eu invoco o Grande Deus Pan:

“Sobre o querido filho de Hermes, Oh musas, cantem para mim,
Aquele com pés de cabra, chifrudo e amante de uma folia contagiante.
Na flauta de um pastor ele toca seu repertório musical.
Nenhum rouxinol  pode proferir notas em tão belo tom.
Então ao seu redor as vozes cintilantes das ninfas das montanhas soam como sinos,
E então os envolvem cheiros doces das florestas, um perfume inigualável.
O jacinto assim como o açafrão se curvam assim como a grama sob seus pés,
Mas a música dos Oreads nos fala sobre as Divindades nas alturas,
E o nomeia “Pan” já que ele preenche todo o Olimpo de alegria.”
Pelo nome do eterno Pan, que todos os espíritos da natureza e humanidade, cada planta, arvore e pasto seja abençoado.

Devoto abençoa cada animal presente com o sinal do ankh e água benta em cada cabeça.

Devoto: “Em nome da Mãe terra, que você receba as bênçãos Dela”

Contemplação, música pode ser colocada ao som de flautas ou cordas. A harmonia com todas as criaturas e com a terra é sentida.

Devoto: Graças são dadas á Mãe Terra por seus presentes e bênçãos de pão e vinho!

Devoto coloca ambas as mãos sobre o pão e o vinho abençoando-os. Todos os presentes bebem e comem, passando de mão em mão o pão e o vinho. O pão pode ser dividido com os amigos animais, que cantem e dancem!


 
Fontes: ‘Invocation from the Funeral Text of Takhert-P-Uru-Abt’, from “The Book of the Dead: The Papyrus of Ani in the British Museum, the Egyptian text with Interlinear Translation”, Sir E. A. Wallis Budge, Routledge & Kegan Paul Ltd., London, 1909, first printed by the British Museum, London, 1895. “The Mabinogion”, translation by Gwyn Jones and Thomas Jones, published by J.M. Dent & Sons, Ltd., London, and E.P. Dutton & Co., New York, 1949. “Homeric Hymn to Pan”, and verses from "The Anacreontea", and Leonidas, Addacus, Aratus, Anyte, all from "Greek Poetry”, translated by F. L. (Frank Laurence) Lucas, Everyman’s Library series, no. 611, J.M. Dent & Sons, Ltd., London, 1951.


 

Traduzido por Bruno Henrique Herzog, orientador do Iseum Rosa de Gaia.

 

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